Eu sou estranha. Eu tenho vergonha até por MSN, eu tenho ciúme até de foto. Eu choro ouvindo música e grito quando me assusto. Eu sou escandalosa, porém tímida, isso depende se estou perto dos meus amigos ou não. Aliás, quando estou com meus amigos eu perco a vergonha na cara e só faço palhaçada. Sim, eu sou estranha, mas pelo menos procuro ser feliz. Pois é… . Meu All Star está surrado e minhas unhas imperfeitas quebram sem parar. Minha risada é alta, minha voz é estranha e eu faço caretas involuntariamente. Como pipoca, brigadeiro e sorvete sem culpa. Converso sozinha, canto errado, danço como uma louca em casa, dou risada dos meus tombos, faço palhaçadas, converso com os animais, brigo com objetos quando esbarro neles. Sim, eu sou louca, mas quem não é? E sabe uma coisa? Dane-se a sociedade. Pessoas perfeitas são um saco.
“Queria viver contigo um amor à moda antiga. Daqueles de mandar flores, jogar pedrinhas na janela, tocar uma música no portão. Queria pegar um carro e viajar pra bem longe com você ouvindo nossas músicas preferidas e cantando feito dois loucos. Queria que você me fizesse rir até a barriga doer, até meus olhos lacrimejarem. Queria andar com uma foto sua na carteira e olhá-la a todo o momento. Na verdade, eu queria qualquer coisa com você. Mesmo uma briga, uma discussãozinha boba por ciúme, um tempo ao seu lado, mesmo que no silêncio, desde que você estivesse ali do meu lado. Desde que eu pudesse fechar meus olhos e ainda ter a certeza de que você permanece ali só pelo ouvir de tua respiração ofegante. Só pelo perfume de tua pele no ar (…)”
“E todo esse ciume que eu sinto de você é meu jeito de mostrar o quanto eu tenho medo de te perder.”
“Toda vez que toca o telefone eu penso que é você. Toda noite de insônia eu penso em te escrever…”